Públicos e Audiências

Quinta, 30 de Setembro de 2021

 

Fundamentação da criação de secção de Públicos e de Audiências

Os estudos sobre públicos e audiências constituem-se como uma área fundamental de investigação em Ciências da Comunicação. Na atualidade, o seu papel reveste-se de importância acrescida, pois as audiências e os públicos não se estabelecem apenas como consumidores, mas cada vez mais como participantes efetivos no espectro mediático. Esta realidade reveste-se de importantes dimensões, que colocam o indivíduo no centro da discussão relativa aos media. Quais são os ambientes mediáticos em que se movimenta? Quais são os saberes que evidencia para lidar com os media? Serão hoje as audiências tão ativas e autónomas no sentido que Fiske (1994) lhes deu? Como oscilam entre a interação e a participação (Carpentier, 2011)? Como são empoderadas para se movimentarem num contexto de dispersão de saberes, espaços e contextos?

A relevância dos estudos sobre públicos e audiências manifesta-se em todas as gerações e de forma dinâmica (Goran & Skogerbø, 2013). Quer a nível individual, quer por grupo geracional, quer através de uma interação entre vários grupos de várias idades. Certo é que os media são constituintes das nossas vidas e a interação com eles é praticamente inevitável. Esta inevitabilidade implica uma necessária melhor compreensão desta relação simbiótica, nas suas múltiplas facetas. Tendo em conta a diversidade e até dispersão, quais são, ainda, as metodologias que melhor servem a área e quais as complementaridades que se podem constituir entre elas?

Na realidade, podemos afirmar que esta área tem conquistado uma importante produção entre a comunidade científica internacional e portuguesa, embora neste último caso sem a correspondente ligação formal e associativa, que acontece a nível internacional. As grandes associações de investigação na área das Ciências da Comunicação há vários anos que têm conferido uma assinalada relevância aos estudos de Audiências e Receção, inclusive com a criação de secções específicas com esse objetivo (ECREA e IAMCR). Além disso, poderemos recordar também que a Comissão Europeia através do financiamento de Ações Cost, como a Transforming Audiences, Transforming Societies (IS0906), também têm dedicado especial importância a esta subárea científica. Consideramos, deste modo, que este processo de internacionalização efetiva se deve repercutir de forma formal no seio da comunidade científica nacional. 

Coordenação

Maria José Brites (PhD) tem uma vasta publicação na área dos estudos de audiências e receção, inclusive com parcerias com investigadores internacionais. Destaca-se a participação na rede CEDAR - Consortium on Emerging Directions in Audience Research (tendo co-coordenado o cluster de Métodos e Metodologias), nas ações Cost ISO906 e IS1401 e num conjunto de projetos nacionais e internacionais (RadioActive Europe, Inclusão e Participação digital, E-audiences, News as Democratic Resources, ANLite: Audiences, news and literacies e Crianças e Jovens em Notícia). 

Email: britesmariajose@gmail.com



Marisa Torres da Silva (PhD) tem também uma larga experiência de publicação na área de estudos dos media e do jornalismo, abordando em particular a relação entre jornalismo, públicos e democracia. Foi coordenadora nacional do projeto colaborativo internacional News as Democratic Resources (2013-2018) e participou como membro na ação Cost ISO906, no projeto E-audiences e na rede CEDAR. 

Email: marisatorresilva@gmail.com 

Breve descrição e Objetivos

Breve descrição do GT

A criação do GT de estudos de Públicos e de Audiências tem como objetivo reforçar e dar mais visibilidade à comunidade científica portuguesa que tem estudado a Comunicação pelo ponto de vista dos consumidores e participantes nos media


Objetivos do GT

- Projetar o trabalho do GT a nível nacional e internacional, através da divulgação das iniciativas e do trabalho desenvolvido.

- Contribuir para a divulgação da subárea em Portugal.

- Divulgar a informação particular do GT através da criação e fomentação de eventos científicos e também ao nível da sociedade civil mais vasta.

- Estreitar a comunicação entre os membros que integram o GT.

Encontros com o GT de Públicos e Audiências


3º encontro: 30 de setembro de 2021
(transmissão e participação por videoconferência neste link: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83433913605?pwd=NDNrdUdWcGJBdEs4c053dVJiWVJPQT09 )   
A terceira está agendada para dia 30 de setembro, das 14h às 15h30, e procura articular temáticas associadas aos GTs de Cultura Visual e Comunicação Política com a dimensão dos Públicos e Audiências.  A sessão contará com duas comunicações asseguradas por Ana Cristina Pereira (investigadora de pós-doutoramento no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) e Ricardo Morais (professor auxiliar no IADE e professor auxiliar convidado na UBI; investigador do LabCom – Comunicação e Artes), seguidas de debate.       

Programa

 

14h – Boas vindas e apresentação (Maria José Brites e Marisa Torres da Silva)

 

14h10 - Um estudo de receção exploratório: alteridade e identidade na ficção cinematográfica em Portugal e Moçambique (Ana Cristina Pereira)

 

14h30 - Da política feita de imagens, às imagens que marcam a política: uma análise da campanha eleitoral para as Presidenciais Portuguesas de 2021 (Ricardo Morais)

 

14h50 - Espaço para debate

Resumos das comunicações

 

Um estudo de receção exploratório: alteridade e identidade na ficção cinematográfica em Portugal e Moçambique (Ana Cristina Pereira)

Apresento um estudo de receção de seis filmes, portugueses e moçambicanos, que teve como objetivo principal perceber a forma como dialogam públicos, não especializados em cinema, com as representações identitárias veiculadas pelas obras. Os filmes foram mostrados e discutidos em Portugal e em Moçambique, em contextos socioculturais distintos e procurando abranger um leque etário alargado. Analiso alguns contributos de participantes nas discussões, que revelam além de um profundo desconhecimento mútuo, diferentes perspetivas do passado histórico, a persistência de estereótipos identitários e a prevalência de discursos herdados do colonialismo.

 

 

Da política feita de imagens, às imagens que marcam a política: uma análise da campanha eleitoral para as Presidenciais Portuguesas de 2021 (Ricardo Morais)

 

Num ano marcado pela pandemia de COVID-19, a campanha eleitoral para as Presidenciais, que se realizaram a 24 de janeiro de 2021, foi diferente, mas nem por isso, menos interessante. Com menos campanha nas ruas, poucos outdoors e praticamente sem comícios, os candidatos acabaram por apostar sobretudo em apresentar-se e comunicar com os eleitores, através de iniciativas nas plataformas digitais. Apesar de ser verdade que as novas tecnologias e os sites de redes sociais fazem hoje parte de qualquer estratégia de comunicação política, desta vez, o recurso a estes espaços não se fazia por opção, mas acima de tudo por necessidade. Neste contexto extraordinário em que se realizaram as eleições para a Presidência da República, acabaram por ganhar destaque outros espaços e momentos, como os debates televisivos, tantas vezes incapazes de captar a atenção dos eleitores. Os frente-a-frente dos sete candidatos acabaram por se configurar como um momento único para o debate, ainda que acelerado, tendo mesmo quebrado recordes de assistência de telespectadores. A televisão assumiu desta forma um papel especialmente relevante e essa será uma das dimensões de análise que apresentaremos neste trabalho, considerando a importância que a realização audiovisual pode ter na construção da imagem dos candidatos. Para lá dos debates, analisamos um conjunto de momentos que considerámos centrais durante a campanha eleitoral e que revelam a importância que as imagens ganharam numa campanha eleitoral diferente do habitual. Considerando a relevância de alguns desses momentos, terminamos com uma reflexão sobre o poder simbólico das imagens na opinião pública. 

 

 

Notas biográficas

Ana Cristina Pereira é investigadora pós-doc no CES (Universidade de Coimbra) como membro do projeto (DE)OTHERING. Doutorada em Estudos Culturais, pela Universidade do Minho, com a tese Alteridade e identidade na ficção cinematográfica em Portugal e em Moçambique (2019). Tem como principais interesses de investigação: racismo, identidade social, representações sociais e memória cultural no cinema, numa perspetiva pós-colonial e interseccional. Entre 2017 e 2019 foi investigadora do projeto À margem do cinema português: um estudo sobre o cinema afrodescendente produzido em Portugal. É investigadora colaboradora no CECS (Universidade do Minho) como membro do projeto CulturesPast&Present.

 

Ricardo Morais é Doutor em Ciências da Comunicação e Mestre em Jornalismo pela Universidade da Beira Interior (UBI). Atualmente é Professor Auxiliar no IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia e Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Comunicação, Filosofia e Política, da Faculdade de Artes e Letras da UBI. É investigador do projeto “Remedia.Lab - Regional Media Lab & Incubator” e membro da unidade de investigação LabCom - Comunicação e Artes. Tem centrado a sua pesquisa e publicação no campo do jornalismo, novos media, rádio, participação e comunicação política. É co-autor do livro “Anões aos Ombros de Gigantes: Desafios Contemporâneos da Comunicação de Ciência”, publicado em 2016 na coleção Media e Jornalismo da editora Livros Horizonte. É autor e co-autor de diferentes artigos e capítulos nas diferentes áreas da comunicação. Desde 2019 que é Coordenador-adjunto do GT de Comunicação e Política da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação - SOPCOM.



4º encontro: 24 de novembro de 2021   
A quarta e última sessão está agendada para dia 24 de novembro, das 14h às 15h30, e procura articular temáticas associadas aos GTs de Comunicação e Educação e Jovens Investigadores em Ciências da Comunicação com a dimensão dos Públicos e Audiências.
A sessão contará com duas comunicações: uma comunicação será assegurada por Patrícia Silveira (professora auxiliar da Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho) e por Simone Petrella (Professor Auxiliar Convidado na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional de Braga, e investigador do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da mesma universidade); e a outra comunicação será proferida por Élmano Ricarte (pós-doutorando em Ciências da Comunicação no Instituto de Comunicação da Nova – ICNOVA). As apresentações serão seguidas de um debate. 


Programa

 

14h – Boas vindas e apresentação (Maria José Brites e Marisa Torres da Silva)

 

14h10 - Um olhar sobre a relação entre as novas gerações e os media (Patrícia Silveira e Simone Petrella)

 

14h30 - A mediatização da vida quotidiana pelas mãos da audiência – uma configuração comunicativa possível nas Marchas Populares de Lisboa (Élmano Ricarte)

 

14h50 - Espaço para debate

 

 

Resumos das comunicações

 

Um olhar sobre a relação entre as novas gerações e os media (Patrícia Silveira e Simone Petrella)

 

Os media digitais e a Internet integram, hoje, o quotidiano dos indivíduos, particularmente dos públicos mais jovens. Importa, por isso, refletir sobre as suas práticas mediáticas e o modo como estas trazem implicações para os contextos pessoais, sociais, políticos, académicos e profissionais de vida. Particularmente no atual contexto pandémico, há problemáticas, como a desinformação ou a utilização excessiva do online, que podem acarretar sérias repercussões para a vida dos mais jovens. Estas questões tornam-se particularmente relevantes do ponto de vista da literacia mediática e digital, clamando-se pela implementação de medidas que visem o desenvolvimento de competências que permitam que os mais jovens possam ser mais críticos face aos media e aprendam a gerir a sua relação com o mundo digital. 

 

 

A mediatização da vida quotidiana pelas mãos da audiência – uma configuração comunicativa possível nas Marchas Populares de Lisboa (Élmano Ricarte)

 

As Marchas são grupos folclóricos que representam os modos de vida inseridos nos respectivos bairros da capital portuguesa. Ao longo do tempo, elas foram mediatizadas pelos media tradicionais. Atualmente, com a presença e interação com as redes sociais online, smartphones e tablets em suas práticas sociais e comunicacionais diárias, esses grupos podem ter a oportunidade de produzir e introduzir a sua mediatização em sua própria perspetiva. Esta conferência discute esta relação com os media e como ela pode promover uma «configuração comunicativa» (Hepp, 2014), na qual não apenas os media tradicionais como também os marchantes podem construir socialmente um mundo mediatizado. Desse modo, considerando que essa configuração é um complemento ao mundo mediatizado criado pelos media tradicionais, e que ambos podem coexistir. Ficam as seguintes perguntas ao debate: como interagem essas comunidades de Lisboa com esses media, criando socialmente um mundo mediatizado? Quais as características deste mundo mediatizado pelos próprios marchantes? Com o objetivo de compreender a relação entre essas comunidades e os media, essa conferência quer promover uma reflexão, nos estudos da mediatização, sobre as esferas da cultura nas perspetivas dos Media e da Cultura Popular, apelando para um olhar no qual as Marchas não são apenas uma audiência participante do mundo mediatizado pautado pelos media tradicionais, mas também criadoras e gestoras em sua própria mediatização.

 

 

Notas biográficas

 

Patrícia Silveira é Coordenadora Académica da Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia (IADE-UE) e Professora Auxiliar na mesma Instituição. Concluiu o Doutoramento Europeu em Ciências da Comunicação (financiamento pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia) com uma tese sobre a receção da atualidade informativa pelos públicos infantojuvenis. A par da atividade de coordenação e de docência, é Investigadora Integrada no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.

 

Simone Petrella é Professor Auxiliar Convidado na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional de Braga (FFCS-UCP). Concluiu o Doutoramento Europeu em Ciências da Comunicação (financiamento pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia) com uma tese sobre literacia mediática e relação intergeracional. É Investigador Integrado no Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Universidade Católica Portuguesa e colaborador no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.

 

Élmano Ricarte é pós-doutorando em Ciências da Comunicação no Instituto de Comunicação, da Universidade Nova de Lisboa (ICNOVA). É doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Católica Portuguesa (UCP). Tem duas Graduações (bacharelados) em Comunicação Social nas habilitações: Jornalismo e Rádio e TV pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com estágio na UCP. É mestre pelo Programa de Pós-graduação de Estudos da Mídia da UFRN. Fez formação pedagógica pelo Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR). Integra o Grupo de Estudos Boaventura (UFRN e Universidade de Coimbra). É membro da Rede de Pesquisadores em Folkcomunicação (Rede Folkcom). É coordenador-adjunto do GT de Jovens Investigadores da SOPCOM e editor da Revista Comunicando - SOPCOM.

 

 

Data do 2º encontro: 17 de junho de 2021 

 

2.º Encontro com o GT de Públicos e Audiências - SOPCOM | https://youtu.be/81iqacPlzLE           

Lista de Reprodução - GT Públicos e Audiências - SOPCOM | https://youtube.com/playlist?list=PLU65SY14A7f6zF85c10fU2WtKaomaOMl1    

Organização: Maria José Brites e Marisa Torres da Silva (GT Públicos e Audiências)

 

Os Encontros com o GT de Públicos e Audiências surgem da vontade de membros do GT de Públicos e Audiências da SOPCOM cruzarem as dimensões deste grupo de trabalho com outras áreas adjacentes a outros GTs da SOPCOM.

Para 2021, estão previstas quatro sessões nestes Encontros com o GT de Públicos e Audiências. A segunda está agendada para dia 17 de junho, das 14h às 15h30, e procura articular temáticas associadas aos GTs de Género e Sexualidades e Cibercultura com a dimensão dos Públicos e Audiências. 

A sessão contará com duas comunicações asseguradas por Daniel Cardoso (Investigador MSCFA) e António Baía Reis (Investigador no Centro de Investigação em Sistemas e Tecnologias da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), seguidas de debate. 

 

 

Programa

 

14h – Boas vindas e apresentação (Maria José Brites e Marisa Torres da Silva)

 

14h10 - Diversidade relacional, diálogo digital: Um estudo de caso sobre comentários de reportagens online e incivilidade (Daniel Cardoso)

 

14h30 - Narrativas imersivas e mudança social: da máquina empática à geografia emocional (António Baía Reis)

 

14h50 - Espaço para debate

 

Resumos das comunicações

 

Diversidade relacional, diálogo digital: Um estudo de caso sobre comentários de reportagens online e incivilidade (Daniel Cardoso)

O jornalismo tem como preocupação central, na sua retórica pública, a defesa da Democracia, apenas possível na medida em que exista pluralidade de vozes e de representações. Nesse sentido, a criação de espaço de expressão para a diversidade é fundamental. A partir das análises aos comentários no Facebook de uma Grande Reportagem SIC/Expresso via análise de conteúdo e análise de discurso, realizada por uma equipa de investigação portuguesa (Daniel Cardoso, Marisa Torres da Silva, Ana Rosa), esta apresentação procura focar o papel ambivalente das redes sociais na produção da manifestação de uma sociedade diversa, onde até a defesa da pluralidade contém, ou é retoricamente mobilizada como, discurso de ódio.

 

Narrativas imersivas e mudança social: da máquina empática à geografia emocional (António Baía Reis)

 

Com o advento das narrativas imersivas, associadas a tecnologias tais como a realidade virtual, o vídeo 360 e a realidade aumentada, surge igualmente a ideia da “máquina empática” (Milk, 2015), isto é, a capacidade das narrativas imersivas criarem uma dinâmica emocional inovadora entre o público e as histórias retratadas. Neste sentido, o conceito de empatia torna-se particularmente central no âmbito da reflexão das dimensões afetivas das narrativas imersivas e na capacidade destas se manifestarem no campo da mudança social. Partindo da análise de resultados obtidos através da produção de cinco documentários em vídeo 360 (desenvolvidos entre 2018 e 2020) e da inscrição destes num enquadramento conceptual afeto aos media digitais e às ciências cognitivo-comportamentais, o objetivo fundamental deste trabalho é o de apresentar e fomentar uma visão crítica acerca das dinâmicas teóricas e práticas emergentes associadas às narrativas imersivas, públicos, empatia e mudança social.

 

Notas biográficas

Daniel Cardoso (Investigador MSCFA) tem um Doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, e é Fellow de Investigação no Departamento de Sociologia da Manchester Metropolitan University, no Reino Unido, bem como parte do RCASS e seu Grupo de Investigação em Género e Sexualidade. Elx continua associadx com a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde leccionou durante dez anos. As principais áreas de investigação são: não-monogamias consensuais, BDSM, género e sexualidades, jovens e novos media, e cibercultura. O seu trabalho e ativismo pode ser consultado em www.danielscardoso.net

 

António Baía Reis é investigador, professor universitário e media artist.  O seu trabalho é fundamentalmente interdisciplinar, combinando áreas como as ciências da comunicação, estudos culturais, estudos artísticos e novas tecnologias. Com um Doutoramento em Media Digitais focado nas narrativas imersivas, mudança social e criatividade, António Baía Reis já desenvolveu atividades científicas e criativas em países como Espanha, Alemanha, Noruega, Albânia, China e EUA. Atualmente é Investigador no Centro de Investigação em Sistemas e Tecnologias da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, sendo também Professor Auxiliar Convidado na mesma instituição. É igualmente investigador convidado no Medialab Prado (Madrid) e no Laboratório Experimental de Arte Intermédia da Universidade da Madeira. O seu trabalho académico e artístico pode ser consultado em www.antoniobaiareis.com






 

Data do 1º encontro: 25 de março de 2021 

Rever no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=9ajHNwdillI 

Organização: Maria José Brites e Marisa Torres da Silva (GT Públicos e Audiências)

 

 

Os Encontros com o GT de Públicos e Audiências surgem da vontade de membros do GT de Públicos e Audiências da SOPCOM cruzarem as dimensões deste grupo de trabalho com outras áreas adjacentes a outros GTs da SOPCOM.

Para 2021, estão previstas quatro sessões nestes Encontros com o GT de Públicos e Audiências. A primeira está agendada para dia 25 março, 14h-15h30, e procura articular temáticas associadas aos GTs de Rádio e Meios Sonoros e Comunicação Intercultural com a dimensão dos Públicos e Audiências. 

A sessão contará com duas comunicações asseguradas por Luís Bonixe (Instituto Politécnico de Portalegre e ICNOVA) e Manuel Antunes da Cunha (Universidade Católica Portuguesa/Braga e membro do Centro de Estudos Filosófico-Humanísticos), seguidas de debate. 

 

Programa

 

14h – Boas vindas e apresentação (Maria José Brites e Marisa Torres da Silva)

 

14h10 - Estratégias e práticas do podcasting nos media portugueses (Luís Bonixe)

 

14h30 - Os Portugueses em França (1966-2016): entre injunções identitárias, discursos mediáticos e trajetórias plurais (Manuel Antunes da Cunha)

 

14h50 - Espaço para debate

 

 

 

 

Resumos das comunicações

 

Estratégias e práticas do podcasting nos media portugueses (Luís Bonixe)

O crescimento do podcasting representa um renascimento da comunicação sonora, depois dos já longínquos anos de ouro da rádio. As previsões que constam no Reuters Digital News Report para 2021 apontam para a continuação da tendência de crescimento da oferta de podcasts. O cenário português está, também, cada vez mais povoado e os podcasts, resultantes da produção independente ou criados no contexto das organizações mediáticas, estão a ganhar popularidade junto das audiências. Em Portugal, segundo o Reuters Digital News Report, 34% dos inquiridos escutaram um podcast por mês em 2019. Nesta comunicação, pretendemos lançar um olhar sobre a prática dos media portugueses em relação à oferta de podcasts, procurando refletir sobre o diálogo com os públicos e as estratégias que suportam a política de criação deste tipo de conteúdos sonoros.

 

Os Portugueses em França (1966-2016): entre injunções identitárias, discursos mediáticos e trajetórias plurais (Manuel Antunes da Cunha)

A partir da reflexão e dos conceitos trabalhados por Erving Goffman (quadro, representação, interação, identidade e estigma), apresentamos uma síntese dos processos de produção, circulação e receção de conteúdos mediáticos alusivos à emigração portuguesa, quer em França, quer em Portugal, no decurso dos últimos 50 anos. O corpus da pesquisa é constituído por uma emissão radiofónica (1966-1992) e conteúdos difundidos pela televisão francesa (1966-2016), por um lado, assim como a programação da RTP Internacional (desde 1992) e a emissão “Portugueses pelo Mundo” (desde 2010), por outro. Confrontamos os discursos veiculados pelos media de espaços socioculturais distintos e a receção dos mesmos por parte dos (e/i)migrantes lusos. Em suma, a análise alicerça-se em três polos complementares: os imaginários nacionais (representações sociais), a produção mediática (conteúdos narrativos) e as práticas/discursos dos públicos (receção).  

 

 

Notas biográficas

Luís Bonixe é doutorado em Ciências da Comunicação, com especialização em Jornalismo pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. É autor de dois livros sobre jornalismo radiofónico. Publicou vários capítulos e artigos em revistas nacionais e internacionais sobre rádio, jornalismo, jornalismo local e jornalismo online. É professor de jornalismo no Instituto Politécnico de Portalegre e investigador do ICNova. Foi membro fundador do Grupo de Trabalho de Rádio e Meios Sonoros da Sopcom, ao qual ainda pertence. É membro fundador do projeto REC-Repórteres em Construção que junta em rede vários cursos de jornalismo em Portugal. Integra atualmente a equipa do projeto “Academia da Leitura do Mundo: o jornalismo, a comunicação e eu” da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Manuel Antunes da Cunha é Professor Auxiliar convidado da Universidade Católica Portuguesa (Braga) e membro do Centro de Estudos Filosófico-Humanísticos (CEFH). Coordena o Mestrado em Comunicação Digital e a pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, (UCP-Liga de Portugal). Colabora regularmente com a Universidade Clermont-Auvergne e o Institut Français de Presse (Paris). Doutorado em Ciências da Comunicação (Universidade Panthéon-Assas, Paris 2), tem dedicado a sua investigação à produção e receção dos discursos mediáticos relativos à emigração portuguesa. A sua tese de doutoramento, editada pela Presses Universitaires de Rennes, foi primada com a menção honrosa do Prix national de la recherche de l’Inathèque de France 2009. É autor de duas dezenas de artigos científicos e outras tantas comunicações em eventos e congressos nacionais e internacionais. 

 

 

 

 

 

 

 

 

I Encontro GT Públicos e Audiências


Contributos e quadros teóricos para os estudos de audiências e de receção

 

Data: 12 de novembro de 2020 

(Link para revisitar sessão no YoutUbe https://www.youtube.com/watch?v=lBPyf37ezKE)

Organização: SOPCOM, NOVA FCSH e Universidade Lusófona

 

 

A coordenação do GT Públicos e Audiências da SOPCOM realizará, no próximo dia 12 de novembro de 2020, o primeiro encontro científico bianual destinado a apresentação de investigação, com enfoque na discussão teórica em torno das áreas e estudos de públicos e audiências e receção. Este evento está pensado, de raiz, para decorrer à distância (face ao contexto pandémico atual) e será também um momento para reunir os membros do GT Públicos e Audiências, com o intuito de partilhar experiências e interesses de investigação, bem como discutir ideias e atividades futuras a desenvolver. 

A participação é gratuita, com inscrição obrigatória. Solicitamos o preenchimento deste formulário.

 

 

 

Programa

 

MANHÃ

Transmissão em direto no Youtubehttps://youtu.be/uTIArEjw8YY  

 

9h – Boas vindas e apresentação (Marisa Torres da Silva e Maria José Brites)

 

9h30 – Keynote speaker: Miguel Vicente-Mariño, professor associado no Departamento de Sociologia e Serviço Social da Universidade de Valladolid e co-coordenador da secção de Audiência da IAMCR. Título da conferência: Notas para um mapeamento da pesquisa de audiência

 

10h15 – Espaço para debate

 

10h45 – Intervalo

 

11h - Keynote speaker: Cristina Ponte, professora catedrática na Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da equipa portuguesa da rede europeia EU Kids Online. Título da conferência: Em torno do conceito de envolvimento.

 

11h45 – Espaço para debate (via chat do Youtube)

 

12h15 – Pausa para Almoço

 

 

TARDE

Transmissão e participação via Zoom (restrito a sócios da SOPCOM)

 

14h – Encontro dos membros do GT Públicos e Audiências

 

16h30 – Encerramento

 

 

 

Comissão Organizadora: 

Marisa Torres da Silva (NOVA FCSH / ICNOVA)

Maria José Brites (ULP / CICANT)

 

 

Organização e Instituição de Acolhimento: 

SOPCOM, NOVA FCSH e Universidade Lusófona