Públicos e Audiências

Fundamentação da criação de secção de Públicos e de Audiências

Os estudos sobre públicos e audiências constituem-se como uma área fundamental de investigação em Ciências da Comunicação. Na atualidade, o seu papel reveste-se de importância acrescida, pois as audiências e os públicos não se estabelecem apenas como consumidores, mas cada vez mais como participantes efetivos no espectro mediático. Esta realidade reveste-se de importantes dimensões, que colocam o indivíduo no centro da discussão relativa aos media. Quais são os ambientes mediáticos em que se movimenta? Quais são os saberes que evidencia para lidar com os media? Serão hoje as audiências tão ativas e autónomas no sentido que Fiske (1994) lhes deu? Como oscilam entre a interação e a participação (Carpentier, 2011)? Como são empoderadas para se movimentarem num contexto de dispersão de saberes, espaços e contextos?

A relevância dos estudos sobre públicos e audiências manifesta-se em todas as gerações e de forma dinâmica (Goran & Skogerbø, 2013). Quer a nível individual, quer por grupo geracional, quer através de uma interação entre vários grupos de várias idades. Certo é que os media são constituintes das nossas vidas e a interação com eles é praticamente inevitável. Esta inevitabilidade implica uma necessária melhor compreensão desta relação simbiótica, nas suas múltiplas facetas. Tendo em conta a diversidade e até dispersão, quais são, ainda, as metodologias que melhor servem a área e quais as complementaridades que se podem constituir entre elas?

Na realidade, podemos afirmar que esta área tem conquistado uma importante produção entre a comunidade científica internacional e portuguesa, embora neste último caso sem a correspondente ligação formal e associativa, que acontece a nível internacional. As grandes associações de investigação na área das Ciências da Comunicação há vários anos que têm conferido uma assinalada relevância aos estudos de Audiências e Receção, inclusive com a criação de secções específicas com esse objetivo (ECREA e IAMCR). Além disso, poderemos recordar também que a Comissão Europeia através do financiamento de Ações Cost, como a Transforming Audiences, Transforming Societies (IS0906), também têm dedicado especial importância a esta subárea científica. Consideramos, deste modo, que este processo de internacionalização efetiva se deve repercutir de forma formal no seio da comunidade científica nacional. 

Coordenação

Maria José Brites (PhD) tem uma vasta publicação na área dos estudos de audiências e receção, inclusive com parcerias com investigadores internacionais. Destaca-se a participação na rede CEDAR - Consortium on Emerging Directions in Audience Research (tendo co-coordenado o cluster de Métodos e Metodologias), nas ações Cost ISO906 e IS1401 e num conjunto de projetos nacionais e internacionais (RadioActive Europe, Inclusão e Participação digital, E-audiences, News as Democratic Resources, ANLite: Audiences, news and literacies e Crianças e Jovens em Notícia). 

Email: britesmariajose@gmail.com



Marisa Torres da Silva (PhD) tem também uma larga experiência de publicação na área de estudos dos media e do jornalismo, abordando em particular a relação entre jornalismo, públicos e democracia. Foi coordenadora nacional do projeto colaborativo internacional News as Democratic Resources (2013-2018) e participou como membro na ação Cost ISO906, no projeto E-audiences e na rede CEDAR. 

Email: marisatorresilva@gmail.com 

Breve descrição do GT e Objetivos

Breve descrição do GT

A criação do GT de estudos de Públicos e de Audiências tem como objetivo reforçar e dar mais visibilidade à comunidade científica portuguesa que tem estudado a Comunicação pelo ponto de vista dos consumidores e participantes nos media


Objetivos do GT

- Projetar o trabalho do GT a nível nacional e internacional, através da divulgação das iniciativas e do trabalho desenvolvido.

- Contribuir para a divulgação da subárea em Portugal.

- Divulgar a informação particular do GT através da criação e fomentação de eventos científicos e também ao nível da sociedade civil mais vasta.

- Estreitar a comunicação entre os membros que integram o GT.

Atividades

Em construção