Semiótica

Coordenadora:

Catarina Moura (Universidade da Beira Interior / Labcom.IFP) 

e-mail: catarinamoura@gmail.com


Coordenadora-adjunta:

Anabela Gradim (Universidade da Beira Interior / Labcom.IFP) 

e-mail: agradim@ubi.pt


Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/gtsemiotica

Breve descrição do GT

O GT de Semiótica é um espaço aberto a todos aqueles que se interessem por esta área disciplinar no quadro das Ciências da Comunicação.


Acta da reunião de 18 de Outubro de 2013

Dado que o número de presenças na reunião foi baixo, apresenta-se uma súmula de sugestões recolhidas junto dos seus membros, durante o VIII Congresso da Sopcom:

 1 – Arquivo:

Constituição do arquivo de textos de semiótica da autoria dos membros do GT e de acesso limitado aos mesmos, com a finalidade de promover a sua discussão.

O arquivo pode constituir uma tentativa de dinamizar a realização de artigos em co-autoria, concebendo-se vários tipos de colaboração possível (por ex: entre autor e relator/es de um texto).

Da necessidade de ultrapassar as dificuldades técnicas, surgiu a proposta de pedido de colaboração ao Labcom nesta função muito precisa.

2 – Formação:

a) Lançamento da tarefa de mapeamento do ensino da Semiótica em Portugal: programas, escolas, correntes e bibliografias. Aos membros do GT é pedida colaboração no sentido de apresentarem indicadores da sua escola ou de escolas afins na mesma área geográfica. Há todo o interesse em que a cartografia distribua o ensino da Semiótica dentro e fora do âmbito das Ciências da Comunicação até para daí se poderem retirar conclusões de política científica.

b) Organização de encontro internacional de Semiótica em 2014, com um seminário de Jorge Lozano sobre o tema: “A Semiótica hoje: modelos e práticas”.

A proposta é que o encontro seja realizado por iniciativa conjunta do CECL-FCSH/Labcom-UBI e tenha a duração de dois dias. No 1º dia, seminário de J. L. (manhã e tarde ou tarde e manhã do dia seguinte); no 2º dia (ou 2ª tarde), apresentação dos resultados do mapeamento.

Há uma proposta de agendamento deste evento contíguo ao congresso da Confibercom para concentrar esforços dos investigadores em estar presentes. Por outro lado, torna-se difícil situar o evento em 2 lugares diferentes do local onde se realizará congresso. A definir, portanto.

3 – Internacionalização:

a) Salienta-se a tentativa levada a cabo pelo GT com trabalho árduo de alguns dos membros no sentido de criar um grupo de trabalho no ECREA. Tentativa que não resultou embora tenha tido adesão de importantes semiólogos internacionais mas que poderá ser retrabalhada.

b) Proposta de criação de uma rede de ligações de centros estrangeiros à página do GT, para, a partir dessa rede, tentar desenvolver interacções de vária ordem.

c) Apelo à publicação de artigos de semiótica nas revistas indexadas; apelo à candidatura a programas externos por equipas de investigadores do GT.

4 – Outras Questões:

a) Actualização da lista de membros do GT e criação de uma mailinglist com mail próprio que torne mais fácil a relação de grupo. Coloca-se a hipótese, em caso de dificuldade em fazê-lo na página da Sopcom, de utilizar outros dispositivos em rede.

b) Pedir financiamento à direcção da Sopcom para o encontro internacional, especificamente para a vinda de Jorge Lozano (2 dias).

c) Divulgar no GT todos os eventos nesta área que tenham lugar nas Universidades do país.

A coordenadora:

Maria Augusta Babo

Agenda

Seminário "A Semiótica hoje: modelos e práticas"
21 e 22 de novembro de 2014
CECL | Universidade Nova de Lisboa

Programa

21 de Novembro 2014

15 -17h. Sessão teórica: A Semiótica Hoje: modelos e práticas

Jorge Lozano

 

17.30- 19h.Sessão prática: Jorge Lozano e Margarida Amaro

Apresentação do GESC . Linhas de investigação e metodologia da Semiótica da Cultura.

Margarida Amaro, GESC: A moda é sempre semiótica 

Jorge Lozano: Wikileaks en España: un análisis semiótico y mediológico.   

 

22 de Novembro 2014

10.00h. Sessão prática

Maria Albergamo, GESC: ¿Cuáles sonlasherramientasdel método semiotico? Textos y exemplos.

 

10.30h.   A Semiótica Hoje: Pistas, escolas, bibliografia. Conclusões.

Jorge Lozano

 

12h00. A semiótica em Portugal: um ponto a da situação.

Maria Augusta Babo

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Jorge Lozano

Semiólogo e Professor Catedrático de Teoría General de la Información na Universidad Complutense de Madrid (UCM), para além de professor de Semiótica da Moda na Universidade de Veneza. Foi director  da Academia de Espanha em Roma e Secretário de Redacção da Revista de Occidente.  Actual Presidente da  Asociación Española de Semiótica e, desde 2008,  Director do Grupo de Estudios de Semiótica de la Cultura (GESC) de la Fundación Instituto Universitario Ortega y Gasset,é um reconhecido especialista em Semiótica da Moda e da Cultura e em Análise do Discurso. É autor da Introdução, Selecção e Notas a J. Lotman y Escuelade Tartu. Semiótica de la Cultura (Cátedra, Madrid) e do livro El Discurso Histórico (Alianza Edit),com prólogo de Umberto Eco. Persuasión.Estrategias del creer (Universidad del País Vasco, Bilbao, 2012)  é uma das suas mais recentes publicações,  entre outros escritos.


Maria Albergamo

Licenciada em Filosofia, tem  um Master em “Estética y Comunicación en la Moda y en el espectáculo”. PHd em Estética e uma tese intitulada “Il Museo: dallo Spettacolo allo Spettatore. Pratiche Sguardi Dispositivi”. Trabalhou sobre o museu  colocando particular enfâse no tema do espectador. Membro da Associação Italiana de Estudos Semióticos e do Comité Organizador do XV Congresso da  Associação Espanhola de Semiótica: “Semiotica e Historia”  , assim como do próximo Congresso que terá lugar em Bilbao em 2015. Publicou na Revista de Occidente vários artigos e entrevistas. Supervisionou a introdução a  El museo (2014) e editou o livro La trasparencia engaña,  com  intervenções do grupo GESC e  publicação prevista para breve.


Margarida Amaro

Margarida Amaro é licenciada em História da  Arte pela Universidade de Coimbra (Portugal) e obteve um MBA em Arts Management, pelo Instituto Nacional da Administração, Portugal /Columbia University. Mestre em Ciências da Comunicação, Comunicação e Cultura, pela Universidade Nova de Lisboa  com uma dissertação nos domínios da fotografia contemporânea, sob a orientação de José Bragança de Miranda e com investigação desenvolvida na Bibliothèque Nationale de France, Cabinet des Estampes et de la Photographie, sob a orientação de Jean-Claude Lemagny.  Actualmente, prepara a tese de doutoramento em Ciências da Comunicação intitulada “Moda e Comunicação: Fundamentos Culturais/Sentidos Estéticos”,  sob a orientação José Augusto Mourão, Maria Augusta Babo e a  tutela de Jorge Lozano.  Tem ainda experiência de crítica e gestão da arte,  tendo colaborado para algumas publicações periódicas  e na organização de eventos culturais  internacionais.


GRUPO DE ESTUDIOS DE SEMIÓTICA DE LA CULTURA (GESC) 

Web site : http://semioticagesc.com/

HISTORIAL DO GRUPO

O Grupo de Investigação  “Estudios de Semiótica de la Cultura”, constituído em Outubro de  2008  no Instituto Universitario de Investigación José Ortega y Gasset sob a direcção do  Professor Jorge Lozano, reúne um  grupo de professores pertencentes a diferentes universidades europeias  e que se dedicam à Semiótica da Cultura , assim como um grupo de doutorandos, a maioria dos quais inscritos na  Universidade Complutense de Madrid. Dentro do grupo existem diversas linhas de investigação, embora  todas confluam na Semiótica da Cultura, especialmente na análise dos textos pertencentes à Escola Semiótica de Tartu-Moscovo.

* Análise  semiótica de textos mediáticos.

* Relações Semiótica-História.

* Semiótica e  comunicação de massas.

* Semiótica da Arte.

* Semiótica da Moda.

As sessões estão abertas à participação de especialistas  em Semiótica da Cultura de diferentes centros de investigação espanhóis e estrangeiros , e têm por principal objectivo constituir um fórum de debate intelectual.

RESUMOS

 

 

 

A Semiótica hoje : modelos e práticas

Jorge Lozano

Depois do estruturalismo e pós-estruturalismo, semântica estrutural e  a experiência da semântica generativa e interpretativa, considero que Hoje a tendência da indagação é a relação directa entre  semiótica e  história.

Sobre isto falarei com uma perspectiva mais  concreta entre a semiótica da cultura  e a semiótica histórica.

 

Wikileaks en España: un análisis semiótico y mediológico

Jorge Lozano

 

Mudança de paradigma na comunicação. Mudanças no jornalismo. Transparência e segredo. Opacidade.    

 

Cuáles sonlasherramientasdel método semiótico? Textos y exemplos.

Maria Albergamo, grupo GESC

 

La semiótica en generaldebe serconsideradacomoun conjunto dedisciplinas: la semiótica de la cultura (Y. M. Lotman), la lingüística(F. deSaussureyL. Hjelmslev), la semiótica estructuralista(R. Barthes), la semiótica generativa (A. J.Greimas), la semiótica cognitiva(C. S.Peirce), la semiótica de la interpretación (U. Eco); y de semióticas específicas como la teoríade la enunciación, la semióticavisual, la socio-semiótica. De vez en cuando, decidimos cualherramienta utilizar.

¿Cómo procedemos? La intervención se propone de argumentar lo que significaasumir elanálisis semiótico y - con ejemplos específicos - de presentar algunos puntos clave de la metodología quela semióticaha desarrolladopara el análisis decualquier texto.

 

A moda é sempre semiótica

Margarida Amaro,  grupo GESC

Dotada da capacidade de transformar o  insignificante em significativo “a moda é sempre semiótica” (Lotman), e a semioticidade da moda reside no facto desta  implicar sempre um observador. A  moda é  um texto que se dirige a alguém, e o texto “selecciona”  para si um  auditório,  à  sua imagem e semelhança. Todavia, atendendo a que o sujeito  da linguagem da moda é um criador  de informação nova e inesperada para o público, este , frequentemente, não a entende e sente-se indignado, mas  é  aí que reside o triunfo   da moda. 

Assim,   considerando que  a moda é uma categoria dialéctica, polissémica, situada no interior da semioesfera e  instituindo-se como uma linguagem específica, ensaiaremos uma  análise  segundo a perspectiva semiótica da cultura.


Persuasão, estratégias do crer

Jorge Lozano

 

Um conceito que desapareceu  nos Anos 70 nos campos da comunicação. Desenvolveu-se ulteriormente em certas análises do discurso científico. A  persuasão  hoje será considerada  como uma estratégia  discursiva que se ocupa dos conceitos fundamentais de confiança, crédito, credibilidade, etc. A persuasão  será entendida como uma estratégia de fazer crer.


Produção científica

A disponibilizar em breve.